Gonçalo Junior
   
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IMPRESSÕES DE VIAGEM

Livro 4 – A GUERRA DOS GIBIS

Parte 2

 

O que Adolfo Aizen guardava naquelas gavetas teria me poupado de pelo menos dez anos de pesquisas, quando Naumim me mostrou o material, em 1998. Mas havia também coisas fantásticas e desconhecidas que acabariam por render mais dois capítulos no primeiro volume de A Guerra dos Gibis. Havia cartas que o editor recebera de autoridades como ministros, deputados, prefeitos e até presidentes da República pelo seu trabalho em usar os quadrinhos para educar as crianças. Encontrei também páginas de sua agenda com encontros para discutir com entidades conservadoras e críticas de suas revistinhas a campanha que vinha sendo feita para criar uma lei de censura aos quadrinhos.

Mas nada se comparava ao achado maior: um kit feito em 1954 pela associação dos editores de quadrinhos para ser enviado à imprensa com as explicações sobre como seriam feitos os vetos pelos censores da entidade aos quadrinhos, a partir de um código de conduta que seria imposto aos artistas a partir daquele ano. O pacote reunia nove livrinhos (regulamentos, biografia do chefe dos censores etc) que eram verdadeiras peças arqueológicas sobre a história dos comics nos EUA. O envelope foi enviado pela entidade ao brasileiro Alfredo Machado, dono da distribuidora Record, que abastecia as editoras com quadrinhos importados dos Estados Unidos. E ele o entregou pessoalmente a Aizen – que o ajudaria a criar um código interno na Ebal para conter os “excessos” de suas revistinhas. Esse material está comigo, bem guardado, presente de Naumim. Acredito que poucas pessoas no mundo tenham uma cópia.

E todo o resto do arquivo de Aizen foi xerocado por mim no decorrer de três viagens que fiz ao Rio. Daí é possível imaginar a quantidade de material que reuni. Na peinerada final, fiquei com 1.300 páginas de documentos. Nessa época, eu já trabalhava no jornal Gazeta Mercantil, em São Paulo, e cobria as áreas de TV e Internet, o que me levava ao Rio pelo menos duas vezes por mês, para entrevistas com figuras dos bastidores da Rede Globo. Hoje, com o leilão do prédio da Ebal, adquirido para a construção de um supermercado, não faço ideia do que aconteceu com o acervo de Aizen. Naumim faleceu há dois anos e levou com ele essa informação. Talvez tenha ido para a Biblioteca Nacional, já que ele doou a coleção de revistas da Ebal para aquela instituição.

Bom, depois de dezenas de negativas de editora quanto a publicarem A Guerra dos Gibis, no começo de 2002, eu estava bastante chateado porque a Conrad tinha assumido o compromisso comigo de lançar o livro no final do ano anterior e desistiu de um modo ético ou mesmo respeitoso. Já tinha até data marcada para os autógrafos, na Livraria Cultura, da Avenida Paulista. Quinze dias antes, por causa do silêncio da editora, liguei para perguntar se estava tudo certo e uma funcionária, meio sem graça, perguntou-me: “Fulano não te ligou? O livro foi cancelado”. Não ligou e nem ligaria. Cobrado por mim, via e-mail, apenas me mandou uma mensagem com uma proposta maluca: reduzir o livro a um terço do tamanho e transformá-lo em um romance. A pessoa chegou a escrever cinco páginas, orientando-me como deveria escrever a tal versão romanceada. Nem respondi. Patético demais.

Em maio de 2002, mudei o título do livro de “A Guerra dos Gibis” para “Tubarões da subliteratura”, como os críticos chamavam os editores de quadrinhos, principalmente Roberto Marinho, acusado por seus concorrentes de deformar o caráter das crianças com as revistinhas que sua editora publicava. E mandei uma cópia para uma famosa editora paulistana. O editor achou "fantástico" o tema  segundo suas palavras – e até mandou o motorista dele me buscar para conversarmos. Ele queria publicar, mas com uma condição: que eu “apimentasse” as passagens onde Marinho era citado e mudasse o título para “Roberto Marinho, o tubarão da subliteratura”. Segundo ele, o nome do empresário, que ainda estava vivo, ajudaria a vender. Eu fiquei de pensar e, depois, disse a ele que não queria fazer sensacionalismo para ter o livro lançado. E dei o assunto por encerrado. Ele também. Nunca mais nos falamos.

Até que, em meados de julho de 2002, eu estava na redação da Gazeta Mercantil, quando precisei falar com Juliana Vettore, assessora de imprensa da Companhia das Letras. Precisava de um livro para resenhar que a editora tinha acabado de lançar. A essa altura, eu estava cansado, completamente sem esperanças, não tinha mais editoras para onde mandar o livro e sempre achei que a Companhia não aceitaria meu livro, por não ser uma dissertação ou uma tese. Veio um estalo, pedi um minuto de sua atenção, fiz um resumo para Juliana e perguntei se ela achava que aquele tema poderia interessar à editora. Ela respondeu empolgada que sim. Perguntei se ela me faria o enorme favor de passar o texto para a pessoa certa lá dentro. Respondeu: “Com o maior prazer”. No dia seguinte, paguei um motoboy para levar a cópia lá e entregar em suas mãos.

Um dia depois, o editor Paulo Werneck me ligou. Disse que estava com o livro em mãos e me daria uma resposta em três meses. Mas que eu ficasse à vontade para ligar quando quisesse. Confesso que não cheguei a me animar, embora ele fosse o primeiro editor a prometer que o leria. Uma semana depois, eu já tinha esquecido o assunto quando o telefone da minha mesa tocou, no momento em que eu ia entrar no elevador para tomar um café, daqueles de fim de tarde, quando a fome aperta. Resolvi atender, sob protestos dos colegas. Queriam que eu descesse com eles. Pedi que fossem na frente.

Não prestei atenção quando uma voz feminina disse do outro lado que alguém queria falar comigo e me pediu para esperar. O sujeito foi direto ao assunto, sem rodeios: “Gonçalo, aqui é Luiz". E eu, sem me dar conta, disse: "Fala, Luiz, o que que você manda, meu velho?" E ele, sério, respondeu: "Já li metade do seu livro e queria saber se você o enxugaria 30% para eu publicar. Entendo que se você disser não. Nesse caso, eu me ofereço para apresentar seu livro a outro editor que tope publicá-lo como está”. No meio da fala dele, a ficha caiu: era Luiz Schwartz, o dono da Companhia das Letras. O cara falava em publicar meu livro. Cortar 30%? Por que tanto? Nao perguntei isso a ele. Mesmo com tamanho apego, respondi que conseguiria sim fazer o corte. “Pois bem, vou sair de férias amanhã, levarei seu livro para terminar a leitura e te procuro na volta, em meados de agosto”.

 

Esperei com bastante ansiedade, sem arredar da minha mesa. Nada de café. A secretaria dele me ligou na época prevista, marcamos um horário e fui conversar com ele. O papo foi ótimo, prometi que entregaria a versão reduzida em cinco meses, no começo de 2003 – o livro só sairia, de fato, em dezembro de 2004, o que me fez achar que, mais uma vez, morreria na praia. Eu não tinha assinado contrato, mas acreditei na palavra do cara, que foi cumprida. Antes de sair de sua sala, ele me disse: “Vamos mudar o título? ‘Tubarões da subliteratura’ não é legal. Que tal ‘A Guerra dos Gibis’?" Eu virei e falei: “Fechado. Você acredita que esse era o nome original do livro?” E foi assim que tudo aconteceu e eu serei eternamente grato a ele.



Escrito por goncalo.junior às 20h03
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IMPRESSÕES DE VIAGEM

Livro 4 – A GUERRA DOS GIBIS

Parte 1

A minha saga para publicar A Guerra dos Gibis talvez mereça ser contada para que sirva de exemplo a quem tenta realizar um sonho e pensa desistir, depois de ouvir meia-duzia de "nãos". Ao longo de oito anos, entre 1994 e 2002, levei 27 sonoros "nãos" de editoras de todo país. A partir do terceiro exemplar que mandei, quando ainda morava em Salvador, tive uma ideia que não era original, creio: colei levemente as dez primeiras páginas do capítulo inicial, bem na parte de baixo. A minha intenção era conferir se as negativas que eu recebia tinha, de fato, fundamento. Ou seja, ao virar as páginas, o editor romperia, certamente, as colagens feitas por mim. Todas as cópias que consegui pegar de volta estavam ainda coladas. Portanto, ninguém tinha lido meu manuscrito. Não havia porque desistir se eu, de fato, não estava sendo avaliado. E sempre que acontecia isso, eu recuperava as forças para reescrever o livro inteirinho novamente. Eu diria que aconteceu ao menos doze vezes.

A Guerra dos Gibis nasceu de meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Jornalismo, na Universidade Federal da Bahia, apresentado no primeiro semestre de 1993. Eu passara os quatro anos do curso fazendo minha pesquisa e escrevendo meu texto. Ao final, em folhas datilografadas, em espaço 1, ficou em cerca de 1.100 páginas. Eu teria que tirar cinco cópias em xerox – para meu orientador, biblioteca da Facom e três membros da banca examinadora. E uma para mim. Seriam mais de dois maços de papel de 500 páginas cada, o que assustaria a todos. Como meu orientador confiava bastante em mim, deixou para olhar o trabalho pronto. Não sabia do catatau que eu tinha escrito. Bom, eu não tinha grana para fazer 6.600 cópias e tomei uma decisão drástica: eliminaria alguns capítulos, de modo que ficou com cerca de 500 páginas cada cópia.

O que pouca gente sabe é que meu TCC renderia três livros, já publicados atualmente: A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras), O Homem-Abril (Opera Graphica) e Maria Erótica e o Clamor do Sexo, também conhecido como A Guerra dos Gibis 2 (Peixe Grande). Infelizmente, esse texto original não existe mais. Até a cópia da biblioteca da Facom desapareceu, depois de eu ter sido procurado por um aluno, em busca de ajuda para o TCC dele sobre quadrinhos  suspeito que ele não devolveu o exemplar. Enfim, resolvi pegar a primeira parte do meu trabalho, retrabalhar o texto e enriquecê-lo um pouco para tentar a publicação. O título inicial era A Incrível Guerra dos Gibis. Logo, simplificaria para A Guerra dos Gibis.

Antes de prosseguir, um parênteses: a produção do TCC me fez guardar na cabeça números bem substanciosos: 130 entrevistas realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba – para todos esses lugares, viajei de ônibus, bancado por meu pai, que me ajudava no possível. Levava a grana contadinha e um talão de cheques dele para alguma emergência, pois tínhamos conta-conjunta – aliás, era bem difícil que aceitassem cheques de outros estados. Mas poderia funcionar no momento de sufoco. Como quase nada havia sobre o tema censura aos quadrinhos, tive de ir ao Rio várias vezes pesquisar na Biblioteca Nacional ou entrevistar Naumim Aizen, filho de Adolfo Aizen, fundador da Editora Brasil-América, a Ebal, um dos focos da minha “reportagem”.

Consultei cerca de 1.500 volumes da revista O Cruzeiro, de 1928 a 1970, para tentar localizar matérias sobre a repressão aos quadrinhos entre 1920 e 1960. Isso deu aproximadamente 200 mil páginas pacientemente folheadas. Soma-se a isso o tempo gasto para copiar as matérias à mão, já que não havia celulares ou máquinas fotográficas que me permitissem o luxo de usá-las. O computador era precaríssimo. O meu primeiro foi um PC 386 com pouquíssima memória, mas o que havia de última geração em 1994, antes da invenção do Pentium. Consultei uma dezena de jornais por microfilme, uma forma rudimentar de ler jornais antigos que existe até hoje em algumas bibliotecas. Devo ter olhado mais de um milhão de páginas.

Certa vez, paguei quase integralmente, ao longo de seis meses, três salários que recebia do jornal Tribuna da Bahia pela tradução de dois livros em francês e um em alemão que eu achava importantes para enriquecer o livro. Fiquei durango por um bom tempo. Felizmente, morava com minha mãe, que segurava as pontas nas despesas. Até que um dia, um milagre para lá de motivador aconteceu comigo: eu estava na portaria do prédio da Ebal, em frente ao estádio de São Januário, em São Cristóvão, esperando Naumim. Ele chegou atrasado e esbaforido. Tínhamos conversado por telefone na noite anterior. Eu lhe tinha dito: “Naumim, li numa entrevista que seu pai deu na década de 1960 que ele guardava nas gavetas de sua mesa centenas de recortes de jornais e documentos para um dia provar o quanto os quadrinhos tinham sido perseguidos no Brasil. Essa gaveta existe?” Ele respondeu que sim e que conversaríamos no dia seguinte.

Ao me ver, ele falou, sorrindo: "Você é muito cagão. Eu não me lembrava onde estavam as chaves das gavetas de papai, e Sônia (sua esposa) chegou hoje de Santos e ela sabia onde tinham sido guardadas. Venha, vou abri-las para você”. Quando chegamos ao terceiro andar, passamos por uma sala, onde um senhor já idoso, um dos últimos a continuar na editora, trabalhava calmamente. Naumim lhe disse: “Seu fulano, vou abrir as gavetas de papai!” E se virou para mim: “Eu tenho uma vaga noção do que há lá, mas jamais foram abertas desde a sua morte (1991). Você vai ser a primeira pessoa além dele a ver o conteúdo”.

Eram quatro gavetas imensas. E quando ele abriu a primeira, foi como se eu estivesse na Ilha do Tesouro e acabasse de encontrar um baú cheio de joias. (Continua)

 



Escrito por goncalo.junior às 19h59
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IMPRESSÕES DE VIAGEM

Livro 3 – CLAUSTROFOBIA

Tem muita gente que pensa que virei roteirista de quadrinhos depois que publiquei meus livros de reportagens sobre quadrinhos. Tipo aquele sujeito que é visto como estranho no ninho, o tipo metido a besta que resolveu escrever histórias. Sem dúvida que senti certa hostilidade nesse sentido. Quem não me conhece que acredite nisso. Não sabem essas pessoas que, na década de 1980, escrevi centenas de tiras e histórias em quadrinhos com os personagens infantis de Cedraz e até chegamos a publicar em uma série de revistas em quadrinhos de Cuba. Também desenhava minhas próprias tiras, com personagens criados por como Baiano e Vampiros do Terceiro Mundo.

Somava-se a isso pelo menos quatro fanzines feitos inteirinhos com roteiros meus e desenhos de Leônidas Greco e Sidney Falcão, que chamei de Livre Cativeiro e Baianada. O primeiro, infelizmente, teve apenas um dos três números lançados. Além disso, saíram histórias minhas em vários fanzines lançados no decorrer da década de 1980, como Mutação, Marca de Fantasia, Leve Desespero e um que eu mesmo editava, Quadrinhos Magazine.

Parei de desenhar, mas nunca deixei de escrever histórias. Tenho centenas de páginas inéditas porque sempre foi um problema para mim encontrar desenhistas que fossem até o fim com meus projetos. Perdi as contas de quantos deles têm roteiros meus há dez, quinze, vinte, trinta anos. Eles se empolgam no início, mas desistem depois de algumas páginas, por falta de tempo e pela necessidade de priorizar os trabalhos que remuneram. Compreensível, claro.

E foi com esperança de ver alguns roteiros desenhados que tive a petulância de procurar um de meus ídolos para propor uma parceria: Júlio Shimamoto. Éramos amigos por causa dos fanzines – fiz um inteirinho dedicado a ele – e tinha escrito oito tramas pensadas exatamente para serem realizadas com seu traço. Todas tinham um ponto em comum: a vida asfixiante, desesperada, alucinante de seus personagens na cidade de São Paulo – na verdade, uma delas é ambientada no sertão nordestino.

Por isso, denominei esse conjunto de Claustrofobia. Todas as histórias foram escritas nas primeiras semanas que se seguiram à minha mudança para São Paulo, em outubro de 1997. Eu estava diante do impacto que a rotina cruel dessaa enorme e selvagem cidade impôs para mim. Eu tentava me situar, achava tudo cinzento, as pessoas fechadas, de pouca conversa, desconfiadas, sem qualquer traço de simpatia umas com as outras.

Eu também desconfiava de todos: do motorista de táxi que dizia não saber onde ficava a Avenida São João para faturar mais, do mendigo que colocou sonrisal debaixo da língua para simular ataque epilético e tirar dinheiro das pessoas, do cadeirante que eu encontrava todo dia indo para a casa carregando a cadeira nas costas e andando normalmente, da vizinha que se vestia de mendiga para catar lata na rua e tinha dois carros na garagem. Tudo isso eu vi e convivi nos primeiros meses de Sampa.

E situei as minhas histórias em suas ruas, nas proximidades de Higienópolis (onde eu morava) e o vizinho bairro de Santa Cecília, áreas que eu explorava em minhas caminhadas matinais. Foi na Praça Marechal Deodoro, por exemplo, povoada de mendigos, que eu situei a história mais barra pesada do álbum, quando um grupo de moradores de rua, acidentalmente, mata um guarda truculento, que cai sobre um fogueira e acaba devorado pelas chamas , Eles, famintos, fazem do corpo chamuscado uma ceia de Natal.

Para minha surpresa e alegria, Shimamoto adorou as histórias e, juntamente com seu "sim", mandou a primeira desenhada. Eu fiquei alucinado com aquilo. Teria minhas histórias ilustradas pelo grande mestre. Ele fez tudo bem rápido. E aproveitou uma viagem do Rio para São Paulo para conversarmos bastante sobre as estratégias para buscar um editor. Como ele visitaria a Devir naquele dia, levaria a história para Leandro Luigi Del Manto e lhe proporia a publicação. Foi fácil demais e ele topou na hora. Mais por causa de sua magnífica quadrinização, claro.

Tanto Claustrofobia como meus três álbuns seguintes de quadrinhos, as histórias são mudas. Ou seja, sem qualquer balão ou legenda. Um desafio de linguagem que Shima tirou de letra, com seus experimentos geniais. Cada uma das histórias foi feita com um traço diferente, tamanha a capacidade dele de inventar estilos. Até hoje, tem gente que acha que a edição foi feita por vários artistas.

O álbum saiu e teve algumas resenhas na imprensa. Todas positivas, principalmente por causa da arte de Shima, claro. E fizemos a noite de autógrafos numa segunda-feira chuvosa, 4 de dezembro de 2004, na Gibiteca Henfil, do Centro Cultural São Paulo. Cinco dias depois, lancei na Comix, com tarde de autógrafo, meu mais extenso e ambicioso livro até aquele momento: A Guerra dos Gibis.



Escrito por goncalo.junior às 00h35
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