Gonçalo Junior
  

  

 

PORQUE VOCÊ DEVE LER KEN PARKER, O MAIOR MOCINHO DO FAROESTE

 

 

Acompanho a epopeia do editor Wagner Augusto para publicar Ken Parker no Brasil há duas décadas. Embora tenha sido criado na Itália e não nos Estados Unidos, por Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo, não apenas é mais um personagem de histórias em quadrinhos que vive no velho oeste americano. Ken Parker é, de longe, o maior, o melhor e o mais interessante mocinho do oeste já criado nesse formato de entrenimento - que me perdõem Tex, Jonah Hex, Zagor, Mágico Vento, The Lone Ranger (Zorro), Lucky Luke e outros. Suas histórias são carregadas de profundo humanismo e ele é o que se poderia chamar, nesse sentido, de um anti-herói, no sentido literal do termo - nada tem a ver com vilão, hein? Ou seja, aquele que se aproxima mais do leitor e leva a uma maior identificação porque erra, engana-se, quebra a cara, apanha, sofre, tem medo e, muitas vezes, vê-se perdido diante dos imprevistos da vida.

 

Venerado no Brasil por nomes como o cantor e compositor Arrigo Barnabé e a cartunista Laerte Coutinho, Ken Parker é quase uma religião para quem aprecia quadrinhos refinados, daqueles que atingem o conceito de arte e não de apenas entretenimento. E se não fosse o teimoso Wagner, esse público no Brasil estaria órfão. A série original, de 59 volumes, foi parcialmente lançada, pela primeira vez, entre 1978 e 1983, pela extinta Editora Vecchi, que faliu e, por isso, interrompeu a coleção no volume 53. A Best News, por volta de 1990, chegou a tentar completá-la, mas não passou de dois números. Wagner, então, começou a publicar edições especiais, com histórias mais curtas e álbuns de luxo. Até partir para o desafio de dar ao personagem o merecido tratamento editorial para a série completa. E, assim, no começo deste século, ele colocou no mercado todos os volumes, em papel especial, de primeira qualidade, e capa cartonada, com orelhas. Um primor do qual tive a honra de participar com a revisão de alguns números. Também produzi boa parte dos releases e até escrevi um guia de episódios, que nunca tive a oportunidade de publicar, mas quero fazê-lo um dia.

 

Desde o final de 2015, Wagner partiu para um novo e longo desafio: editar os 35 números da revista Ken Parker Magazine. A série original saiu na Itália a partir de junho de 1992, publicada pelos próprios autores, em edições mensais. Cada número trazia uma aventura inédita do personagem, algumas delas mais longas e, por isso, divididas em capítulos. A revista também publicava trabalhos de outros autores, artigos e reportagens ligadas aos quadrinhos naquele país. Teve uma interrupção em  setembro de 1994 e, depois, passou a ser publicada pela poderosa Sergio Bonelli Editore, até janeiro de 1996.

 

Seis números já saíram pelo selo Cluq, além do volume zero, que é distribuído gratuitamente para quem começar a coleção. A tiragem é limitadíssima em 300 exemplares, sem possibilidade de reimpressão. Eu te imploro, caro leitor deste blog: descubra Ken Parker. Mesmo que nunca tenha lido quadrinhos em sua vida ou não goste de faroeste. E o faça a partir dessa nova coleção. Comprometo-me a lhe devolver o dinheiro se não se viciar nessa rara e monumental obra-prima dos quadrinhos. Ah, o contato de wagner é esse para pedir os primeiros números: cluq@terra.com.br.



Escrito por goncalo.junior às 09h26
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